A alma e os corpos de expressão humana

É comum as pessoas se confundirem com expressões como espírito, alma, perispírito, corpo astral… sendo assim segue uma tabela bem didática copiada do livro Ayurveda – A Ciência da Longa Vida.

Podemos compreender pela tabela que dentro do conceito de alma dos católicos podemos também fazer mais divisões.

Alguns espíritas consideram o perispírito somente o corpo etéreo. Muitos espíritas e católicos consideram alma e espírito a mesma coisa. Mais importante que o ponto de vista é compreender a essência e o contexto da observação.

Alma é um termo que deriva do latim anǐma, este refere-se ao princípio que dá movimento, ao que é vivo, o que é animado ou o que faz mover. De anǐma, derivam diversas palavras tais como: animal (em latim, animalia), animador…

Assim, alma tem a ver com ânimo, impulso de movimento, desejo, emoção…

Na Antroposofia é observado que a alma  evolui individualizando-se, interiorizando-se e ganhando cada vez mais liberdade e a consciência de si.

A alma e o espírito do Reino Mineral são planetárias, são as da própria  Terra (que é um ser vivo do qual somos uma célula). Como não existe vida orgânica nas pedras é dito que a alma da Terra toca os minerais por fora. No Reino Mineral não existe “alma individualizada”. O primórdio de individualização está nas pedras preciosas, que possuem cores vivas e uma organização mais rebuscada, diferenciando mais uma das outras.

No Reino Vegetal a alma ainda é mais tocada por fora [nesse caso, pela Alma da Floresta], encontrando seu alge de individualização e interiorização nas plantas frutíferas, mais precisamente nas flores e frutos, que nos despertam sensações e emoções, e diferenciam-se bem uma das outras. No fruto encontramos o ápice de interiorização da alma do reino vegetal. A consciência/espírito atrelada a Alma da Floresta é coletiva/regional.

Com a evolução para o Reino Animal a alma ganha mais liberdade de locomoção para seguir seus impulsos instintivos. A alma animal é mais caracterizada pelo instinto,  sensação e inclusive emoções. No Reino Animal normalmente a consciência é familiar (do bando), porém já encontramos uma alma individualizada. Dependendo da espécie e em determinados animais que se destacam, podemos observar características individuais bem evidentes, como por exemplo animais domésticos, que recebem tratamento individualizado, chegando até a adquirir doenças como depressão, o que é mais comum em seres com consciência de si.

A consciência de si (caracterizada pela presença do “eu”)  é característica evolutiva do Reino Humano, não estando porém ainda plenamente formada. A alma humana possui o livre arbítrio de continuar o processo de evolução ou de se auto-destruir. O ser humano é a única criatura com o poder de criar sua realidade livremente e de buscar despertar em si expandindo sua consciência individual para uma consciência familiar, coletiva, planetária e por fim a Consciência Cósmica-Universal (Deus-Atma), continuando ainda a ter a consciência e alma individual.

A alma humana possui no nível inferior a alma instintiva-sensorial, no nível intermediário a alma intelectual e no nível superior temos a alma da consciência (que precisa ser despertada). Assim, a alma humana tem o livre arbítrio para seguir apenas os desejos instintivos-sensoriais, como animais. Pode seguir o impulso intelectual advindo do conhecimento do certo e errado. E pode também seguir o impulso espiritual da Consciência, de seu Verdadeiro-Eu, rumo ao Amor Supremo e ao Mundo de Grande Harmonia (Reino de Deus).

O ser humano tem a evolução de toda Criação dentro de si, mas atualmente sua consciência está tão densa e obscura, que não é capaz de ver a outra pessoa como irmão, muito menos se for um irmão menor, como o animal.

Um bebê que engatinha está em nível semelhante de consciência (e fragilidade) a um animal. Espiritualmente, cometer um crime contra um animal é tão grave quanto cometer um crime contra um bebê. Ambos são indefesos contra as” garras” do homem.

Nós, seres humanos, escravizamos os animais e os matamos pelo nosso bel prazer, seja para lucrar ou para “saborear” a carne. Resultado: guerras, catástrofes e calamidades. O pior é que não fazemos por maldade, simplesmente perdemos a clareza de consciência.

Como nós, seres humanos, queremos a misericórdia de Deus e dos anjos se nem ao menos agimos com misericórdia com seres indefesos como os animais?

Com a mesma severidade que julgamos/agimos seremos julgados!

(Item relacionado: Fenomenologia e Evolução da Natureza)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: