Relação Alimentação – Comportamento

O povo bárbaro mais conhecido na história foram os mongóis, cujo grande líder-guerreiro foi Gengis Khan. O grande domínio mongol aconteceu entre os séculos XIII e XV.

Que tal observarmos os costumes deles, mais especificamente no que tange a alimentação, para refletirmos sobre o comportamento deles?

Cito abaixo um trecho de um trabalho de pesquisa sobre os mongóis, disponível em http://www.klepsidra.net/klepsidra9/mongois7.html

A alimentação dos Mongóis era muito deficiente, sendo que baseava-se em leite de égua e em carne de ovelhas, bovinos e até eqüinos. Pela manhã, os Mongóis faziam uma refeição à base de carne e, depois disso, passavam o dia todo sem comer. À noite, bebiam leite em grandes quantidades e, às vezes, realizavam outra refeição à base de carne.

Em algumas tribos, onde a coleta era praticada, havia frutos, mas isso era muito raro, uma vez que os Mongóis, de um modo geral, acreditavam que a terra fornecia comida para o gado e este, por sua vez, fornecia comida para o homem. Não podemos desconsiderar a pesca, que em certas épocas, mantinha tribos inteiras. Um dos costumes mais impressionantes, razão pela qual alguns dos missionários Europeus que visitaram o Império relataram que os Mongóis eram quase animais era seu costume de, em casos de necessidades extremas, praticar o canibalismo. Quanto a isso, é famosa a atitude de Gengis Khan, quando no cerco a Pequim (o primeiro cerco, que resultou na desistência dos conquistadores), por não ter o que dar de comer às suas tropas, ordenou que um a cada dez homens fosse sacrificado para servir de alimento aos demais.

Tendo sua alimentação baseada em carnes e leite, era natural que os Mongóis criassem pratos típicos baseados nesses componentes. Dentre estes, se incluíam diversas qualidades de carnes secas, além do aproveitamento do tutano dos ossos (os ossos só eram dados aos cães, que por sinal, eram muito utilizados em seus exércitos) pois este era muito nutritivo para ser desperdiçado. O mais famoso dentre os pratos Mongóis, aliás, que é utilizado e muito apreciado por nós até hoje era o iogurte, para eles, yogurte (reparem que a palavra utilizada para designar este prato é a mesma em todos os países, pois é a própria palavra Mongol original). É claro que os Mongóis não tinham geladeiras e que, por isso, não comiam o iogurte que nós comemos, mas eles comiam uma espécie de leite talhado, um tipo de queijo que nós conhecemos como coalhada. Além da coalhada, os Mongóis possuíam vários tipos de queijos, dos quais faziam uso em suas refeições.

A higiene não era uma das principais preocupações deste povo, o que é espantoso, visto que em seu Império, a média de vida era superior à média de vida Européia no mesmo período, cerca de 55 anos, contra cerca de 45 da Europa. Mas quanto à higiene, para termos uma idéia, basta mencionar que dificilmente utilizavam talheres, sendo que comiam com as mãos. Estas, por sua vez nunca eram lavadas (exceto quando tomavam banho), ao contrário, limpas na grama ou nas polainas da bota. Quando utilizavam talheres, a coisa ficava ainda pior, estes, bem como os pratos, não eram lavados, mas apenas mergulhados numa travessa cheia de gordura animal (que eles acreditavam, desinfetava as coisas), onde ficavam até serem utilizados novamente.

Como podemos observar entre o povo mongol predominava o consumo de carnes e leites, existindo até o canibalismo. Seu comportamento era bem agressivo-violento, sua consciência bem obscura-animalesca.

Existe uma passagem na vida de Gengis Khan que após conquistar uma cidade que resistira a seu ataque, ele exigiu 2000 pares de olhos. Enquanto o oficial executava a ordem, o homem brutal sentou-se e contou-os. No fim, voltou-se ao oficial e disse: “Se estivesse faltando dois, eu teria arrancado os seus”.

O consume de carne obscurece nossa consciência/coração, influenciando os impulsos de nossa alma a se apegarem mais aos instintos sensoriais animais, bloqueando nossos sentidos para as coisas sutis. O Trabalho espiritual se torna muito difícil.

Ainda pior que o alimento físico é o alimento para nosso coração, pois quando alimentamos o nosso coração com ódio, raiva, cobiça, arrogância (sentimento de superioridade), entre outras negatividades,  isto obscurece muito mais nossa consciência do que o ato de comer carne. Um exemplo típico foi o de Hitler, que era vegetariano e participava de práticas esotéricas de magia negra., alimentando em seu coração o ódio pelos judeus, o sentimento de superioridade, a cobiça pelo poder e pelo domínio mundial de uma raça ariana pura.

Por isso, ainda mais importante que deixar de comer carne é nutrir a misericórdia em nosso coração, fazendo do vegetarianismo um ato de amor universal. Assim, nossos sentidos se sutilizam e nosso “eu cósmico amoroso” fica mais fácil de aflorar.

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